domingo, 23 de novembro de 2008

Nana Neném.


Você me chama de moço dos acordes. É algo que você vê? Talvez seja algo que só você sabe. Você sabe das coisas, sabe de tudo. Talvez sejam seus óculos. Eu adoro seus óculos. Você é um pouco como eu, quando se trata de óculos, por isso não vou dizer o que tem que fazer ou deixar de fazer. Nós nos escondemos atrás dessas armações, usamos as lentes como um escudo. No fundo, talvez nem tão fundo assim, tenhamos um jardim florido dentro dessa carapaça, e eu não sei o motivo que te faz esconder, mas se todos vissem o que eu vi dentro desses olhos de jabuticaba, com certeza gostariam do conteúdo. Conhecemo-nos a pouco tempo mas eu já gosto de você de graça, apesar de você morar na cidade baixa, pelo menos você tem um blog, o que te faz super importante reparou?

Brother, pra que o que eu disse aqui não seja jogado em minha cara caso você me decepcione daqui pra frente, eu alego previamente em minha defesa que: Eu esqueci quase tudo que ia escrever e acabei deixando só isso ai., e que só escrevi isso tudo porque realmente veio a cabeça. Minha historinha anterior era bem melhor, e era uma metáfora, sem compromissos. Obrigado por todos os sorrisos, toda a atenção.

Beijo preta.

Beijo pretinha.




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terça-feira, 18 de novembro de 2008

...notas soltas.

"...e eu vou tratá-la bem, pra que ela não tenha medo, quando começar a conhecer os meus segredos..."

FREJAT - Segredos

...tentar por um acorde perfeito. Ele prática e se empolga com seu novo instrumento. Segura firma no braço do violão como se não quisesse vê-lo fugir. Ele tentou dessa vez fazer tudo certo, tentou ser perfeito, mas como todo bom músico ele se empolgou ao ouvir o som que faziam juntos, ele e a viola. Suas mãos suavam, ele queria tirar mais, compartilhou dos seus anseios e frustações com a sua nova companheira, mas as pestanas, as dissonantes, foram cruéis. Seus dedos embaralharam, do meio pro fim da sua música os dedos tocaram as trastes, o som se ressentiu, as cordas vibraram em outro timbre, sua música perdeu o compasso, a harmonia. Neste instante homem e instrumento, no ápice do entrosamento, perdem a sintonia. A música não deixa de ser tocada, mas como todo mortal, ele não poderia compôr a canção perfeita, muito menos sua viola.




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domingo, 16 de novembro de 2008

...o que ficou.


...e por que essa distãncia? Fica sempre aquele aperto quando se despedem. As mãos se apertam, os lábios se tocam rápido, apesar do bem querer, existe uma pressa, no subconsciente. A saudade tem que vir, daí eles a matam. Ela, otimista, sai com um sorriso no rosto, tentando lembrar das sensações, dos abraços. Ele, pessimista, sai com os olhos no chão, tenta encontrar em si o cheiro dela. Ela, otimista, já sabe que só falta 1 semana pra encontra-lo de novo. Ele, pessimista, já sabe que faltam 7 dias pra revê-la. Ela leva seus beijos no coração, ele guarda seu coração no bolso. Não, até porque os dois sabem que esse capítulo só está começando, mas ela pensa nele quando acorda, ele pensa nela quando vai deitar. Ela vai lembra-lo em cada verso, cada acorde, levou a música deles pra casa na cabeça, e quando não, está cantando. Ele vai lembra-la o tempo todo, cada sorriso que ficou na sala, da gargalhada gostosa que ficou na cama, do charminho que fazia no banheiro, das histórias que contou na cozinha, do cheiro que ficou no travesseiro e do brinco, que ela sempre deixa de lembrança.

Essa é a história de quem se quer bem, de quem se faz bem, é a nossa história. E quando a dúvida surgir, de qualquer um dos lados, saberemos. Prometemos. E cumprimos.


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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

...do que te traz a vida.



"...daquilo que te traz a vida
abrace o que te for bom,
deixe que se encaixem,
tudo que encaixa, tá na caixa,
no seu pacote de felicidade,
que a vida te traz...

Do que você traz a vida,
dê-lhes o que tiver de bom,
faça-lhes o que melhor sabes fazer,
se doe, seja de verdade,
jogue, dentro das regras,
que te traz a vida..."

Por Daniel Abreu


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domingo, 9 de novembro de 2008

Bem.


...e eu matutava, divagava. “Quando vou perder esse medo?”, perguntava-me. Não, eu não estava mal. Sofri, mas já conheci coisas piores. Até esperei que fosse piorar, mas ai vem algo de lá, lá de longe, e te faz esse bem, insuportavelmente bem. Soa superficial? Não sei. Sei que é novo, novo e bom, daquele ótimo de tão bom. Está tudo bagunçado, misturado. Absurdamente junto, emaranhado. Colado, espremido, embaraçado. Se puxar, não solta, se soltar, se junta. Porque agora é assim, puxo pra perto o que me faz bem, sete vezes que é pra dar sorte. Pouco tempo, sabe-se lá o “porquê”. Muitos medos e muita confiança, façamos tudo certo dessa vez. Agora sem receios de se doar, não preciso que me peçam, dou o que recebo e tem sido o suficiente, bastante, maravilhoso. Dessa forma só fica o verdadeiro e as boas lembranças e a vontade de continuar com esse bem maior que me chegou...


...e a palavra-chave é...





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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

...ela e a bicicleta.



Ela cultivou suas qualidades, regou seu jardim, colheu seus frutos. Ela é o que quer ser, sabe disso, não desistiu. Investiu no que tem, abriu mão do que não faria falta. Ela se construiu do amor para de amor se completar. Ela criou espaços no seu peito, ali onde encaixava seus amores, cada um com seu formato, único. Muitos andaram tentando, ela era o prêmio, a princesa no seu castelo, com direito a dragão e tudo. Seu cavaleiro veio de bicicleta e, talvez ai esteja seu segredo, no meio de transporte de duas rodas. Guidon, bancos, catracas e mesas, talvez fossem o que ela queria. Fantasia de sentar no quadro, sentir-se protegida pelos braços de seu amado, sentir o vento no seu rosto e , quando quisesse parar, era só pôr os seus pés no chão.


...ela sabe quem és.





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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O relógio apronta dessas.




É sempre assim, por mais que digamos que não. Quando as coisas estão ruins, parece que nunca têm solução, que nunca têm fim. Quando as coisas estão boas, ele acelera, corre, tenta acabar com aquilo o mais rápido possível. Acho que o tempo é um grande mestre e, da maneira dele, tenta nos fazer perceber que precisamos valorizá-lo mais.


“Se um dia
Alguém te deixou
Com o coração ferido,
Secando ao sol,
Talvez não tenha entendido,
Não deu o valor.
Mas eu sei
Que o mundo gira,
Que as coisas vêm
E também podem voltar,
Que o fogo esquenta
Mas também pode queimar...”

Chimarruts - Pra ela


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Daniel, 22 anos, libriano de carne, osso e acordes. Começa a escrever quando acha que não se deve deixar pra trás o que sente. Geralmente está na fossa. Caso não encontre-o lá, procure-o nas nuvens. Uma mistura de "sabe-se lá o quê" com filhote de sabiá. Pois bem, não sei o que sou. "...eu costumo ser o coadjuvante da vida, de todos."


Afinidades:

- Abordagem Policial
- Essência no Ar
- Ócio Não Filosófico
- Café do Dom
- Muito Gelo
- Pensar Enlouquece
- Blitz Policial
- Nana de Souza
- Intense
- O Alcançe da Promessa
- Badengarden Reis
- Contos no Papel
- Pitta
- Max da Fonseca
- Layz Costa
- Trágico Efeito
- Naraiana Costa
- Caio Melo - Filipe Medeiros






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